| Estava
a bordo da canhoneira Araguari em subida do
Rio Paraná, quando foi desembarcado para tomar
parte da retomada de Corrientes. Fazia parte
da 5ª Companhia a bordo do Amazonas, quando
a esquadra brasileira viu-se atacada em Riachuelo.
Tomou parte da batalha, merecendo mais tarde
a medalha de prata, conferida aos que tomaram
parte no feito.
Participa, a seguir, da passagem de Mercedes
no Rio Paraná, debaixo de fogo. Passando com
a 5ª Companhia para a canhoneira Avaí, assistiu
à passagem de Cuevas. No ano seguinte (1866)
desembarcou da Mearim junto ao Forte de Itapiru.
Tendo lutado, com bravura, na batalha de Tuiuti,
foi promovido a capitão. De todas as ações
conseqüentes ele compartilha: Tuiu Cuê, Potreiro
Ovelha, Tagi. Neste combate é ferido pela
primeira vez e baixa ao hospital.
Já em 1868 será fiscal de corpos de Voluntários
da Pátria: Primeiro do 27º e depois do 49º,
com eles participando das ações de Parecuê
e Surubi-i. Em seguida, da sangrenta Dezembrada
sai ileso. Desembarca em Santo Antônio e combate
no Itororó. Assiste ao feito de Lambaré, Vileta,
e está presente nas batalhas do Avaí, de Lomas
Valentinas e Angostura. Em 1869 toma parte
em toda a campanha das Cordilheiras, desde
Pirajá até Sapucaí e Peribebuí.
Nesta batalha é promovido a major por atos
de bravura e é ferido pela segunda vez. Tem
licença, então, para tratar-se no Brasil e
se retira da Campanha que, aliás, pouco depois,
termina, com a morte de Solano Lopez. Em 1871
é preso por faltar a uma guarda de honra.
Já fazia sentir aí o seu espírito rebelde,
avesso às instituições vigentes e simpático
às idéias republicanas. Nomeado comandante
do 17º Batalhão de Infantaria, vem para Curitiba
em outubro de 1889, às vésperas da Republica,
para qual o seu Corpo em parte contribuiu.
Sufocou o motim de 21 de janeiro de 1890 e
até fevereiro de 1891 permaneceu nesse comando.
Com a deposição do presidente Generoso Marques
dos Santos, foi nomeado presidente da Junta
Governativa Provisória, composta ainda do
cel. Joaquim Monteiro e do Dr. Lamenha Lins.
A sua cooperação no governo, inicia de novembro
de 1891, durou pouco tempo, pois promulgada
a nova Constituição e eleito o novo governante,
Xavier da Silva, viu concluída sua tarefa
de transição. Retirado da política, recomeçou
sua vida militar.
Comandou o 2º e o 5º distrito militar em épocas
diversas, até ser nomeado membro da comissão
de promoções, em agosto de 1893. Logo, em
08 de setembro desse mesmo ano, é nomeado
Comandante Superior da Guarda Nacional.
A 26 de outubro, quando a revolta da Armada
estava marchando para o apogeu, na Guanabara,
foi nomeado Comandante das Forças em Operações
em Niterói. Um mês depois era elogiado por
haver conseguido rechaçar os revoltosos, quando
procuravam desembarcar na ponte da Armação,
preâmbulo ao grande ataque de sete de fevereiro.
Desse posto, entretanto, foi levado ao comando
da 2ª Divisão das Forças da Guarnição do Litoral
da Capital Federal. A 19 de abril de 1894
era, enfim, elevado ao posto de Ajudante General
do Exército. Reformado como General de Divisão,
nesse posto faleceu, no Rio de Janeiro, a
06 de março de 1915.
Biografia:
História biográfica da república no Paraná,
de David Carneiro e Túlio Vargas, 1994.
Ilustração: Theodoro de Bona e Dulce Ozinski. |